Estádios brasileiros estão longe da rentabilidade
São Paulo e Atlético-PR são as equipes que melhor aproveitam a sua estrutura
Gabriel Codas
Atualmente, no Brasil, os estádios de futebol estão muito longe do considerado ideal no que diz respeito a gestão e, conseqüentemente, ainda muito distantes da possibilidade de receber um jogo de Copa do Mundo. A principal fonte de receita nos praças desportivas brasileiras segue sendo a bilheteria e a alternativa para ampliar estes ingressos é locando para outros eventos.
Destoam da regra geral o Morumbi do São Paulo e a Kyocera Arena, do Atlético-PR. O time paranaense cedeu, através de name rights, o nome do estádio para uma fabricante de aparelhos eletrônicos. Além disso, possuí camarotes, restaurantes e lojas.
Já no São Paulo, a principal fonte de receitas (excluindo bilheteria) é a exploração de camarotes e o pagamento do aluguel das cadeiras cativas, que em 2006 geraram R$ 4,8 milhões. A receita total do Morumbi foi de R$ 29 milhões (considerando as bilheterias) com despesas totais de R$ 5,8 milhões. O tricolor lucrou R$ 55,9 milhões com o seu estádio nos últimos quatro anos. O melhor resultado de um estádio no país.
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