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02/07/2009
Para evitar exageros, Uefa criará controle sobre transferências de jogadores
Platini, presidente da entidade, se disse espantado com os valores pelos quais os atletas mudam de clube, e citou as recentes contratações do Real Madrid
Equipe Universidade do Futebol

Os altos valores das transferências de alguns jogadores entre os clubes europeus incomodaram Michel Plantini, presidente da Uefa, entidade responsável pelo futebol na Europa.

De acordo com o dirigente, há a possibilidade de introduzir-se um controle financeiro mais rígido. Em entrevista ao diário francês L’Équipe, Platini afirmou que a fiscalização deve começar a ocorrer daqui a dois ou três anos.

"Faremos algo e estamos trabalhando nisso, mas levará um pouco de tempo, talvez dois ou três anos. Quero colocar algumas regras no lugar", afirmou o presidente da Uefa. A revolta do dirigente refere-se ao recente caso do Real Madrid que desembolsou US$ 300 milhões para contratar Kaká, Cristiano Ronaldo e Benzema.

Desde que Florentino Pérez assumiu a presidência do Real Madrid pela segunda vez, em junho deste ano, o clube voltou a investir grandes quantias para a contratação de jogadores. Em uma semana, a equipe se reforçou com Cristiano Ronaldo e Kaká. A negociação do português foi a mais cara da história: 94 milhões de euros. O brasileiro custou 65 milhões de euros. Já Benzema, vindo do Lyon, foi transferido pelo valor de 46 milhões de euros.

D
urante o seu primeiro mandato no Real Madrid, Pérez também adotou tática semelhante. O presidente foi o responsável pela contratação de nomes como Beckham, Figo, Zidane e Ronaldo, também, por valores exorbitantes. Foi a época que ficou conhecida como “a era dos galácticos".

"A transferência de Cristiano Ronaldo me impressionou. Pessoalmente, não entendo como se pode gastar 90 milhões de euros em um jogador. Isso me preocupa. Lembro-me da transferência de Maradona do Barcelona para o Napoli (em 1984), por algo em torno de 6,5 milhões de euros e já achava indecente. Penso haver algo de anormal ali. Não gosto tanto disso e menos ainda pelo fato de que hoje os contratos são feitos para serem melhor rompidos", opinou Platini.

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