The Open University
Entrevistas
16/10/2009
Antonio Bulgarelli, proprietário da marca Athleta, parceira da seleção brasileira nos seus três primeiros títulos mundiais
A empresa confeccionou os uniformes da seleção brasileira da Copa de 1958 até a de 1974
Marcelo Iglesias

A chegada do português Cristiano Ronaldo e do brasileiro Kaká à equipe do Real Madrid, em 2009, mais uma vez deixou claro o quanto um time pode arrecadar com a venda de camisas dos seus atletas. Outro exemplo, que traz essa realidade para o Brasil, tomadas as devidas proporções, foi a vinda do atacante Ronaldo para o Corinthians.

No entanto, nem sempre, a produção e venda de camisas foi vista pelas agremiações e marcas que confeccionam materiais esportivos como uma importante fonte de receita. Há algumas décadas, nem ao menos existia uniforme de treino, o que, atualmente, é encarado como essencial para um time profissional. E foi uma empresa brasileira, a Athleta, a semente para a valorização da marca do clube por meio do seu uniforme.

“Em 1962, meu pai conversou com a diretoria corintiana e ofereceu algumas camisas brancas e pretas com a logomarca da Athleta para que os jogadores utilizassem nos treinos, o que foi prontamente aceito pelos dirigentes”, disse Antonio Bulgarelli. “Foi então que começou a comercialização de camisas de treino e de uniformes. A Athleta acabou por revolucionar o futebol brasileiro e mundial no que se refere a utilização de uniformes em treinos, pois, mesmo fora do Brasil, não se estava acostumado a isso”, completou o proprietário da Athleta, em entrevista exclusiva à Universidade do Futebol.


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