O Palmeiras mostrou outra vez as virtudes e deficiências do ano passado, ou seja, a dependência da dupla Diego Souza-Clayton Xavier e as poucas opções do elenco. Já o Ituano se apresentou uma equipe bem armada pelo treinador Mazzolla Jr., que dá a impressão de estudar com qualidade os adversários. Além disso, Juninho Paulista, com qualidade e bom preparo físico, ajudou o time interiorano na busca do empate.
Por outro lado, deu para ver que o sistema defensivo, mesmo não tendo sido vazado até então, possui muitas deficiências. Os zagueiros são muito pesados - os gols sofridos pelos palmeirenses foram reflexo de uma defesa muito mal postada.
Muricy comentou após o jogo contra o Barueri que, no 4-2-3-1, o time criava mais chances do que no ano passado, quando atuava com dois atacantes enfiados. Parece meio óbvio que isto aconteça pela qualidade dos seus três meias, porém é necessário que eles tenham maior verticalidade no ataque, assim como demonstra Diego Souza, também nos jogos complicados.
Entretanto, o time atuou no sistema híbrido 4-2-3-1 variando para o 4-2-2-2, dependendo do posicionamento de Diego Souza. Esta movimentação causou um desequilíbrio tático na defesa do Ituano.
Palmeiras - com um a menos, Muricy mexe errado e time não resiste

O Palmeiras entrou em campo com Marcos tendo Figueroa na direita, Armero na esquerda (muito mal defensivamente), com Gualberto ( Léo estava lesionado) e Danilo centralizados formado a linha defensiva; contudo, os laterais tinham liberdade para apoiar, mas foram bem marcados pelo sistema tático do Ituano.
Márcio Araújo e Pierre como volantes tiveram Deyvid Sacconi pela direita, Clayton Xavier centralizado e Diego Souza na esquerda e também na frente. Robert centralizado no ataque precisa ser mais agudo para conquistar a confiança da torcida.
O 1º tempo terminou com a vitória de 1 a 0 para o time da capital, gol marcado após um contra-ataque. Na volta do intervalo, o Palmeiras sofreu o empate e teve Gualberto expulso.


Para recompor a defesa, Pierre foi para o miolo de zaga e Clayton Xavier recuou para 2º volante. O time se acertou devido à multifuncionalidade do seu meio-campo - Muricy desistiu de colocar mais um defensor e o time fez 3 a 1.
Entretanto, o treinador palmeirense resolveu recuar a equipe e chamou o Ituano para cima - a orientação foi para posicionar em duas linhas de quatro jogadores, com apenas Robert na frente.
Assim, Deyvid Sacconi abriu na esquerda e Diego Souza pela direita: esta alteração deu campo ao adversário e a defesa - leia-se Armero - deu sua contribuição em dois lances bisonhos que resultaram no empate.
Muricy ainda sacou Deyvid Sacconi e colocou o jovem João Arthur, que é um ótimo meia-atacante, mas teve que fazer a marcação da 2º linha, criando-se uma avenida pelo setor.
Ituano - time pressionou e foi premiado com o empate

Mazzolla Jr. preparou o Ituano para marcar o 4-2-3-1 palmeirense e para isto armou um 2-5-1-2. A numeração é inédita, mas foi isto mesmo que aconteceu com o goleiro Éder tendo à sua frente Rodrigão e Jean Pablo na zaga. João Leonardo centralizado, Carlos Eduardo com muita dificuldade para marcar (poderia ter sido expulso) e Alemão pela direita, formando os três volantes. Alessandro pela esquerda e Simão pela direita jogaram marcando o avanço dos laterais palmeirenses.
Claro que este posicionamento abriu o fundo do campo e tirou a cobertura mais efetiva dos laterais, mas foi um risco calculado. O setor ofensivo teve Juninho Paulista centralizado na meia, com Anderson Ataíde caindo pelos lados e o estreante Welton no comando do ataque.


Veja no encaixe que os laterais se marcavam, mas os times jogaram apenas com dois zagueiros, deixando espaço no fundo campo, que foi bem aproveitado por Diego Souza. Fora isto, o jogo foi bem amarrado na 1º etapa, ainda mais em um gramado encharcado.
Na segunda etapa, Anderson Ataíde deu lugar a Luis Eduardo que jogou pela esquerda. Perceba a barreira que os cinco homens de meio-campo formaram no setor para marcar o Palmeiras.


Com um atleta a mais e perdendo o jogo, o Ituano foi para cima mesmo no Palestra Itália. Mazzolla Jr. foi bem ao trocar Carlos Eduardo pelo rápido atacante Daniel, e Simão por Rissut, que entrou apoiando bem e explorou o setor mais frágil da marcação palmeirense.
O 2-4-2-2 foi formado e beneficiado pelo recuo do Palmeiras quando sem a bola. No final, o empate foi justo e demonstrou como o componente tático pode equilibrar um jogo de duas equipes de diferentes níveis.
Fontes:
Prancheta do Técnico - http://www.pranchetadotecnico.blogspot.com/
Scout Online - http://www.scoutonline.com.br/
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