Notícias
06/02/2010
Atentado a seleção togolesa na CAN rende processo a terroristas e comissão organizadora
Grupo separatista Cabinda é alvo; Confederação Africana terá de responder nos tribunais, também
Equipe Universidade do Futebol

Protestos na capital Lomé e uma ação judicial efetiva da seleção nacional contra os responsáveis pelos atentados e os organizadores da Copa Africana das Nações. Esse é o ambiente consumado no Togo, que das duas próximas edições do principal torneio daquele continente.

Na última sexta-feira, Togo entrou com uma representação em um tribunal francês contra o grupo separatista de Cabinda e o comitê executivo da CAN – a ação tem como alvo a Frente de Libertação do Enclave de Cabinda, que assumiu a autoria do ataque que matou duas pessoas, dias antes do início da competição.

O líder da organização, Rodrigues Mingas, vive na França, mas o processo é direcionado também à Confederação Africana de Futebol (CAF), que baniu os togoleses pela permissão da interferência do governo na seleção.

Logo após os trágicos ocorridos, o governo de Togo não permitiu que a seleção jogasse a CAN, apesar de alguns jogadores terem decidido pela permanência em Angola, palco das partidas.

As famílias das pessoas mortas no ataque se juntaram ao processo, como parte cível, cujo início ocorreu no dia 29 de janeiro. Os promotores irão analisar as acusações de terrorismo e homicídio para decidir se aceitam ou não.

“Os togoleses em uníssono pedem a demissão de Hayatou pela atitude desumana e indigna de um responsável por uma instituição como a CAF”, disse Aladiou Agouta, organizador de uma marcha que reuniu mais de 20 mil pessoas em Lomé.

A manifestação terminou no estádio municipal da cidade, onde o porta-voz dos protestantes, Aimé Ekpé, levou uma declaração em que pedem que sejam feitas todas as ações possíveis para que se inicie um processo judicial contra Issa Hayatou, presidente da CAF, por “cumplicidade em assassinatos e atos terroristas”.

Vinte organizações civis convocaram a população para o protesto. Cartazes e placas expressando repúdio à decisão foram expostos. Angola e a entidade foram taxados de “assassinos”, enquanto Issa Hayatou foi relacionado a Bin Laden.
 


Publicidade