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23/02/2010
Análise tática: Palmeiras 2 x 0 São Paulo
Antônio Carlos pareceu ter transmitido confiança ao desprestigiado elenco palmeirense
Equipe Universidade do Futebol

Palmeiras e São Paulo fizeram um clássico sem muiotas emoções na tarde do último domingo, no Parque Antártica. Enquanto os mandantes tentavam apagar o vexame sofrido na última quarta-feira quando foram goleado pelo São Caetano, o que custou o emprego de Muricy Ramalho, o São Paulo parecia mais preocupado com o jogo da próxima quinta-feira, contra o Once Caldas, pela Libertadores.

Além das mudanças táticas em relação ao seu antecessor, Antônio Carlos pareceu ter transmitido confiança ao desprestigiado elenco palmeirense e o time jogou com uma vontade que não se via há tempos.

Outro aspecto que precisa ser posto é que o time de Parque Antártica foi beneficiado pela expulsão, no mínimo rigorosa demais, de Xandão no segundo tempo. A partir daí, o Palmeiras dominou o jogo e Robert saiu como herói. Ricardo Gomes foi tão conservador quanto seus atletas e não ousou nas alterações. Com isso, o time continuou sem poder ofensivo.

 

  Palmeiras São Paulo
Passes certos 291 202
Passes errados 32 30
Lançamentos certos 4 12
Lançamentos errados 5 15
Cruzamentos certos 9 2
Cruzamentos errados 14 18
Finalizações certas 8 6
Finalizações erradas 12 6
Faltas cometidas 17 17
Desarmes 26 20
Interceptações 60 64
Bolas perdidas 19 27


Pelos números do Scout Online nota-se que o Palmeiras buscou mais o jogo, teve mais passes certos, errou menos e colocou a bola no chão, enquanto que o São Paulo abusou dos lançamentos e perdeu muitas bolas. Consequentemente, teve menos chances de gols criadas. O que assustou foi falta de interesse dos atletas na partida, claramente pensando na Libertadores.

Palmeiras - esta vitória teve participação do novo técnico



Antonio Carlos comandou apenas um treino no Palmeiras, mas as mudanças na equipe foram grandes e profundas. O time estabeleceu uma linha defensiva mais consistente, assim como contra São Caetano, protegida por dois volantes leves. Com isso, Edinho foi para o banco e Figueroa e Armero, mais ofensivos, não foram nem relacionados para o jogo.

Esperava-se a equipe de Parque Antártica armada no 4-2-2-2, com Diego Souza no meio. Porém, o treinador armou um 4-3-3, com Diego na ponta direita. Além disso, a presença de Lenny como titular e Marquinhos no banco (este ainda não havia sido relacionado em 2010) foram importantes na configuração do resultado.

O goleiro Marcos teve Wendell na direita, Léo e Danilo centralizados e Eduardo formando a linha defensiva. Pierre e Márcio Araújo, como volantes, tiveram Clayton Xavier na meia de armação. Diego Souza aberto na direita, Robert centralizado e Lenny na esquerda formaram o trio ofensivo.





Na segunda etapa, Antônio Carlos tirou Lenny para a entrada de Marquinhos e incentivou os laterais a apoiarem mais, o que não havia sido orientado durante o primeiro tempo. Tudo decorrente da expulsão de Xandão e das alterações conservadoras de Ricardo Gomes.

Quase no final da partida, o treinador palmeirense substituiu Robert pelo volante Edinho que formou um tripé de volantes com Pierre e Márcio Araújo.

São Paulo - cabeça na Libertadores e equipe sem movimentação



A ideia inicial de Ricardo Gomes era escalar o São Paulo com duas linhas de quatro, como contra o Barueri, com Junior César na lateral e Jorge Wagner pelo lado esquerdo, ou vice-versa.

Contudo, com o desfalque do lateral e a entrada de Cléber Santana, o sistema de jogo ficou falho. Para agravar a situação, o time esteve muito estático e a movimentação durante o segundo tempo contra o Barueri ficou longe de acontecer.

O goleiro Rogério Ceni teve Renato Silva pela direita, Xandão e Miranda centralizados com Jorge Wagner pela esquerda, formando alinha defensiva. Cicinho aberto na direita, Jean e Hernanes como volantes e Cleber Santana como meia. Jorge Wagner tinha espaço para apoiar pela esquerda, mas Diego Souza estava nas suas costas. Marcelinho Paraíba, realizando dupla função, de meia e atacante, tentava junto com Washington aproveitar as poucas chances que eram criadas pela equipe.



Observando o encaixe de marcação, percebe-se que a linha defensiva palmeirense ficou mais consistente com a escalação de Eduardo e Wendell nas laterais, dando segurança à equipe. Cicinho (círculo vermelho) ficou fora da briga do meio de campo e, com isto, os três palmeirenses levaram vantagem. Talvez, Ricardo Gomes devesse ter centralizado Cicinho como meia para dominar o setor. 

Por último, a presença de Diego Souza e Lenny abertos, deixou o São Paulo preso atrás, impedindo a subida em bloco que o time costuma de fazer.



Com a expulsão de Xandão, Renato Silva foi para o miolo de zaga e deixou vulnerável o setor, saindo os dois gols em jogadas aéreas. Cicinho foi para a lateral e o time manteve o restante da estrutura tática.

No momento das alterações, Ricardo Gomes manteve a mesma estrutura. Renato Silva se contundiu e entrou André Luis, Washington deu lugar a Henrique e Cleber Santana foi substituído por Léo Lima.



O encaixe desta etapa do jogo mostra que os laterais palmeirenses passaram a apoiar mais, pois encontraram espaços e tinham poucos são-paulinos para marcarem.

Fontes:
Prancheta do Técnico -
http://www.pranchetadotecnico.blogspot.com/
Scout Online - http://www.scoutonline.com.br/

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