Entrevistas
12/02/2010
Eduardo Ramos, diretor-geral do canal Bandsports
Profissional fala sobre o que se pode esperar para os próximos anos em relação à tecnologia 3D
Marcelo Iglesias

Durante a Copa do Mundo da Coréia e Japão, em 2002, foi apresentada a tecnologia high definition (HD) para transmissões de partidas de futebol. A inovação foi desenvolvida e, no mundial da Alemanha, em 2006, essa maneira de veicular os jogos tornou-se padrão. Para a Copa da África do Sul, neste ano, 25 dos 64 jogos serão transmitidos em caráter experimental, para um grupo selecionado de pessoas, utilizando-se a tecnologia 3D. A intenção é que, com a novidade, o telespectador tenha a sensação de profundidade, que não é possível em televisores que existem no mercado atualmente.

A primeira transmissão de uma partida de futebol, ao vivo, com a tecnologia 3D aconteceu no último dia 31 de janeiro, em pubs de Londres, Manchester, Cardiff, Edimburgo e Dublin, onde algumas centenas de torcedores acompanharam os lances do clássico entre Arsenal e Manchester United (vãlido pela Premier League) em três dimensões.

Apesar de todo alarde causado pela divulgação da nova tecnologia, ela ainda é bastante desconhecida por membros das indústrias de todos os países, o que pede um tempo maior para o desenvolvimento da inovação. "O que eu sinto é que, há pouco tempo atrás, quando se divulgou a possível adoção dessa nova tecnologia, criou-se um alvoroço fora de época. Porque, quando se comentou em transmitir a Copa da Alemanha em HD, esta tecnologia não era tão desconhecida. No entanto, o 3D é algo muito novo para a televisão", comentou Eduardo Ramos, diretor-geral do canal Bandsports, em entrevista exclusiva à Universidade do Futebol.



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