Os "meninos da Vila" demostraram experiência durante o clássico do último domingo contra o Corinthians, haja vista a entrada de Paulo Henrique em Ronaldo no primeiro lance do jogo. Por isso, entre outros fatores, venceram o jogo e estão praticamente na fase final do Paulistão.
Antes de analisar a parte tática e técnica, vale ressaltar a péssima arbitragem de José Henrique Carvalho, que teve um critério para os corintianos e outro para os santistas. Aliás, não é de hoje que imprensa e árbitros protegem o time da Baixada e seus meninos. Será que a entrada de Paulo Henrique com dois segundos de jogo não merecia o amarelo? Ou Neymar não merecia a expulsão após cometer falta violenta no segundo tempo? Por que a justa expulsão de Moacir foi tão demorada para ser efetuada? Houve influência externa? Perguntas que deixaram o clássico polêmico. A fase final do Canpeonato Paulista de 2010 será marcante se São Paulo ou Corinthians cruzarem com o Santos novamente.
Mas, em relação à partida, o Santos está jogando muito bem e a movimentação e toques de primeira dos homens de frente têm deixado as defesas em polvorosa. Dorival optou por joga pelo meio e, para isto, segurou os laterais. Com isso, ganhou a região central do campo e o jogo. Para os treinadores é um prazer assistir ao segundo gol santista, em que a movimentação constante de ultrapassagens com passes no ponto futuro desarticulou a linha defensiva do Corinthians.
Mano Menezes fez uma escolha equivocada pelo 4-2-3-1, porque, com apenas três homens no meio, deu espaço para Paulo Henrique desequilibrar. Além disso, a opção de Dorival por dois volantes móveis aperfeiçoou a vantagem numérica que o Santos teve no setor. Por conta dessas escolhas, Dentinho e Jorge Henrique não tiveram muita função, já que os laterais santistas não apoiaram, e Ronaldo foi pouco acionado.
| |
Santos |
Corinthians |
| Passes certos |
283 |
224 |
| Passes Errados |
32 |
24 |
| Lançamentos certos |
8 |
15 |
| Lançamentos errados |
9 |
15 |
| Cruzamentos certos |
2 |
3 |
| Cruzamentos errados |
7 |
12 |
| Finalizações certas |
8 |
5 |
| Finalizações erradas |
4 |
8 |
| Faltas cometidas |
18 |
24 |
| Desarmes |
19 |
19 |
| Interceptações |
62 |
44 |
| Bolas perdidas |
20 |
22 |
| Dribles certos |
10% |
18% |
| Dribles errados |
1 |
5 |
Pelos números do Scout Online, nota-se que os times foram muito parecidos em quase todos os fundamentos. As diferenças ficaram na tentativa de transição ofensiva. Enquanto o Santos tentava mais passes pelo meio, o Corinthians abusou dos cruzamentos e lançamentos longos. Por isso, o alto número de interceptações santistas. Em relação ao número de dribles certos e errados de cada equipe, o Corinthians teve 18 certos contra cinco errados, e o Santos teve apenas 10 certos com um errado.
Santos - transição pelo meio pegou a zaga de frente

Dorival novamente modificou o modelo de jogo da equipe de acordo com o seu adversário e conseguiu explorar a deficiência maior do 4-2-3-1 que é a falta de jogadores no meio campo. Armado no 4-2-2-2, mas com os dois laterais guardando o setor defensivo, o Santos teve Felipe no gol com Roberto Brum na direita, Edu Dracena e Durval centralizados e com Pará na esquerda, formando a linha defensiva. Arouca e Wesley formaram os volantes móveis.Marquinhos e Paulo Henrique fizeram a articulação com os atacantes e pressionavam a saída de bola corintiana com Neymar e André no ataque. O time criou algumas chances no começo do jogo e perdeu um penalti, mas conseguiu converter o seu gol e ratificar o domínio.

Com as expulsões de Moacir e Roberto Carlos e com o placar em 2 x 1 a favor, o Santos passou a dominar o jogo. Dorival modificou a plataforma de jogo para o 4-3-3 com os dois laterais avançados. Para isso, Mádson entrou no lugar de Roberto Brum e Wesley foi para a ala direita, Germano entrou no lugar de Pará, lesionado, e Breitner substituiu Marquinhos.
Corinthians - erro tático no primeiro, boa postura no segundo, e falta de controle emocional
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O árbitro estava mal no jogo, mas os atletas corintianos se preocuparam em reclamar com ele ao invés de jogar futebol. Mano Menezes também contribuiu ao optar pela formação errada e foi surpreendido por Dorival, porque tentou fechar as laterais do Santos e o time veio por dentro.
Felipe teve Alessandro na direita com Chicão e Willian centralizados e Roberto Carlos na esquerda (expulso injustamente). Ralf como primeiro volante e Elias saindo de trás, com Tcheco centralizado como meia. Dentinho aberto na direita e Jorge Henrique pela esquerda, com Ronaldo centralizado no ataque completaram a equipe.

Pelo encaixe de marcação nota-se como que o Santos ganhou numericamente o meio de campo e Dentinho e Jorge Henrique foram inoperantes taticamente. Arouca e Wesley foram muito bem e as trocas de Wesley com Brum para apoiar pela direita foi uma boa opção que, até foi pouco muito utilizada.

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Na volta do intervalo, Mano substituiu Ralf e Alessandro por Moacir e Jucilei. Assim, tentou dar maior poder ofensivo pelo lado direito, porém, o time diminuiu ainda mais o poder de marcação.
Contudo, Moacir e, logo depois, de Roberto Carlos fizeram o Corinthians jogar com dois a menos. Mesmo assim, o time não recuou graças a polivalência de seus atletas que jogaram com muita raça a partir daí. Jucilei foi para a lateral direita, Jorge Henrique fez todo o corredor esquerdo, Elias e Tcheco se desdobraram no meio e Dentinho e Ronaldo tentavam dar um pouco de profundidade ao time.
O problema foi a mudança de Dorival para o 4-3-3 que deixou o Santos com muito espaço. Mas a falta de seriedade para definir o jogo quase custou caro, caso o Corinthians conseguisse empatar.
Fontes:
Prancheta do Técnico - http://www.pranchetadotecnico.blogspot.com/
Scout Online - http://www.scoutonline.com.br/
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