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03/03/2010
Museu do Futebol abre as portas para debate sobre o 'complexo de vira-latas'
Memofut convida Geneton Moraes Neto e Robert Muylaert para falar sobre as Copas de 50 e 54
Equipe Universidade do Futebol

O "complexo de vira-latas" é uma expressão criada pelo dramaturgo e escritor brasileiro Nelson Rodrigues, a qual originalmente se referia ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a seleção brasileira foi derrotada pelos uruguaios na final da Copa do Mundo daquele ano, dentro do Maracanã.

O país só teria se recuperado do choque (ao menos no campo futebolístico) em 1958, quando faturou o Mundial de futebol pela primeira vez.

"O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima", argumentava Rodrigues, que estendia o fenômeno a todas as esferas sociais. 

"Por 'complexo de vira-lata' entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo", filosofava.

O conceito e o momento histórico daquele período serão debatidos no Museu do Futebol no próximo sábado (06/02), na continuação da série "Brasil nas Copas", promovida em uma parceria com o Memofut - Grupo Literatura e Memória do Futebol.

A iniciativa de parceria de dois grandes representantes do mundo da bola voltou à tona na semana passada, com um debate capitaneado pelo jornalista e escritor Max Gehringer - ele abordou o tema "Copas do Pré-Guerra (1930/1934/1938)", sobre os torneios vencidos por Uruguai e posteriormente pela Itália, por duas vezes consecutivas.

Desta vez, os convidados são os pesquisadores Geneton Moraes Neto e Robert Muylaert. Neto é jornalista da Rede Globo desde 1985 e autor do livro "Dossiê 50 - Os onze jogadores revelam os segredos" (2000).

Já Roberto Muylaert, jornalista, editor e escritor, assina as obras "A Copa que ninguém viu e a que não queremos lembrar" (1994) e "Barbosa - Um gol faz cinqüenta anos" (2000). Ambos conferem as palestras, que são gratuitas e abertas ao público.

Para mais informações, acesse a agenda da Universidade do Futebol.

Leia mais:
A diferença entre memória e história e o resgate no futebol
A mudança na relação entre a história e o futebol
Entrevista: Max Gehringer, escritor e palestrante
Entrevista: José Carlos Asbeg, diretor de '1958: o ano em que o mundo descobriu o Brasil' 


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