Uma aceleração de quase um semestre no calendário e um benefício econômico na ordem de aproximadamente R$ 4 milhões. Esse é o saldo estipulado pelo governo de Mato Grosso em relação às obras infraestruturais locais para a Copa do Mundo de 2014 após o recebimento de uma doação de três entidade do agronegócio.
Os projetos básicos de mobilidade urbana para o megaevento esportivo, que terá Cuiabá como uma das sedes oficiais, somam aquele valor e incluem, especialmente, a infraestrutura viária na área de influência das rodovias federais 163, 364 e 070, que atravessam Cuiabá e Várzea Grande.
"Graças ao empenho das entidades do agronegócio, ganhamos entre quatro a seis meses, pois se fossemos seguir os trâmites normais poderíamos perder a oportunidade de captar recursos junto ao governo federal neste ano atípico em função das eleições", apontou Adilton Sachetti, presidente da Agecopa (Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal).
De acordo com a representação estadual, o objetivo da doação foi justamente o de agilizar o início das intervenções urbanas, visto que o prazo para a assinatura de contratos com o governo federal se encerra em junho -limitações impostas pela legislação eleitoral.
Sem a necessidade de licitações, os planos estratégicos podem ser encaminhados diretamente para a aprovação.
Dentre os protagonistas da doação estiveram a Associação dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), a Associação dos Criadores (Acrimat) e a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). As obras têm custo estimado em R$ 450 milhões.
A duplicação das três principais avenidas de Cuiabá e de Várzea Grande, e a construção de viadutos e trincheiras para desafogar o trânsito e melhorar o transporte coletivo também compõem o pacote.