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11/03/2010
Análise tática: Independiente Medellín 1 x 1 Corinthians
O Corinthians controlou e não deixou o adversário pressionar. Todavia, faltou aparecer o talento individual
Equipe Universidade do Futebol

O Corinthians jogou sua primeira partida fora de casa pela Libertadores no ano do centenário e conquistou um empate que garantiu a liderança do grupo. Contudo, mesmo tendo o elenco completo à disposição o time ainda não encanta no aspecto individual.

Taticamente, apresentou um padrão e parece ter assimilado bem a principal característica do modelo de jogo de Mano Menezes, que é o controle da partida. O jogo deu sono, não encantou, mas deu para perceber que o Corinthians controlou e não deixou o adversário pressionar. Isto foi feito com muita inteligência, todavia, faltou aparecer o talento individual dos atletas para criar e definir chances de gol.

A péssima apresentação de Ronaldo preocupa um pouco a ponto de Souza entrar e segurar mais a bola na frente, e Dentinho veio do banco para arriscar uma jogada individual e foi feliz com um golaço.
 

  Independiente   Corinthians  
Passes certos 354 Restrepo 252 Jorge Henrique
Passes errados 33 Restrepo 35 Ronaldo
Lançamentos certos 4 Restrepo 12 Chicão
Lançamentos errados 22 Restrepo 27 Chicão
Cruzamentos certos 3 Valencia 3 Marcelo Mattos
Cruzamentos errados 4 Arias 7 Jorge Henrique
Finalizações certas 6 Restrepo 2 Roberto Carlos
Finalizações erradas 6 Ortiz 6 Roberto Carlos
Faltas cometidas 9 Ortiz 7 Ralf
Desarmes 14 Anselmo 47 Ralf
Interceptações 77 Anselmo 56 Chicão
Bolas perdidas 41 Barahona 18 Ronaldo
Posse de bola 54% Valencia 46% Roberto Carlos


Pelos números do Scout Online, nota-se que o jogo teve muito passes para as duas equipes e pouquíssimas faltas, apenas 16. Outro detalhe foi Roberto Carlos, que apesar de Mano pedir seu apoio durante a partida inteira, mostrou boa participação na transição e na conclusão das jogadas, ainda que houvesse um jogador nas suas costas quase que pelo jogo inteiro.

Indendiente Medellín - equipe perde muitos gols e é castigada no final



Pela postura do Corinthians, o Independiente não conseguiu impor pressão sobre o adversário. Contudo, quando criou suas chances, perdeu gols incríveis e esbarrou também na ótima atuação de Felipe.

O treinador Leonel Alvarez escalou o time no 4-2-2-2 com Bobadilla no gol, Calle pela direita, Anselmo e Jiménez centralizados com Valencia (principal elo de transição pelo lado do campo da equipe) pela esquerda, formaram a linha defensiva. Restrepo (principal organizador, mas com pouco poder de marcação) e Ortiz como volantes, e Arias e Barahona nas meias, com Pardo aberto pela direita e Giménez centralizado no ataque. No entanto, sem a posse de bola, o time se fechava no 4-2-3-1, com Pardo e Arias congestionando o meio de campo.



Alvarez mexeu em sua equipe sem alterar o sistema de jogo, mas, com atletas mais rápidos, conseguiu explorar melhor as deficiências da defesa corintiana. Moreno entrou no lugar de Giménez e passou a revezar com Arias entre o ataque e a meia esquerda. Barahona deu lugar a Valoyes e Pardo saiu para a entrada de Rivas.

Corinthians - apesar de controlar o jogo e não sofrer pressão, a equipe permitiu muitas chances ao adversário



Sem permitir ao adversário pressionar no campo de ataque, o Corinthians pecou por permitir muitas chances de gol. Se não fosse Felipe e o excesso de preciosismo de Pardo, o time de Parque São Jorge teria perdido o jogo com certa facilidade. Mas por que isso? Nota-se que o Independiente finalizou, inclusive no lance do gol (que estava impedido), e que Willian falha muito no posicionamento.

Mano armou o time no 4-2-3-1, mas perdeu muito ofensivamente com Ronaldo não segurando a bola no ataque e Danilo sem velocidade para ajudar o setor ofensivo. Além disso, Jorge Henrique permitiu ao lateral Valencia fazer a transição pela esquerda.

O goleiro Felipe teve Marcelo Mattos improvisado na direita, Chicão e Willian centralizados e Roberto Carlos pela esquerda, formando a linha defensiva. Ralf e Jucilei como volantes e Elias solto na armação da equipe. Danilo aberto na esquerda e Jorge Henrique fazendo a meia direita, completaram o meio de campo, com Ronaldo no ataque.



Pelo encaixe de marcação percebe-se que o lado esquerdo do Independiente teve liberdade para jogar, porque Jorge Henrique esteve preocupado em auxiliar Elias na marcação dos volantes, e acabou não fazendo bem nenhuma das funções. Além disso, o Corinthias teve nos apoios de Roberto Carlos seu melhor desafogo, mas a lentidão de Danilo no setor travava as jogadas e facilitava a marcação.





Mano substituiu Danilo por Dentinho. O atacante foi mais vertical e passou a jogar pelo lado direito, segurando Valencia. Aos 28 minutos, Mano tirou Ronaldo para a entrada de Souza e o time melhorou, porque a bola ficou mais na frente. Quando a equipe estava melhorando, o Independiente fez seu gol e obrigou Mano a ir para cima.

Adiantando Dentinho e Jorge Henrique, o técnico corintiano substituiu Marcelo Mattos por Morais. Assim, Jucilei foi para a lateral direita e o time teve dois meias.



Pelo encaixe nota-se que o Corinthians impediu a saída os laterais colombianos, mas o jogo ficou bem aberto com as duas equipes em busca do gol. O time de Parque São Jorge conseguiu empatar e segurou esse resultado até o fim da partida.

Veja também o relatório do jogo produzido pela equipe do Scout Online.

Fontes:
Prancheta do Técnico -
http://www.pranchetadotecnico.blogspot.com/
Scout Online - http://www.scoutonline.com.br/

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