O Corinthians jogou sua primeira partida fora de casa pela Libertadores no ano do centenário e conquistou um empate que garantiu a liderança do grupo. Contudo, mesmo tendo o elenco completo à disposição o time ainda não encanta no aspecto individual.
Taticamente, apresentou um padrão e parece ter assimilado bem a principal característica do modelo de jogo de Mano Menezes, que é o controle da partida. O jogo deu sono, não encantou, mas deu para perceber que o Corinthians controlou e não deixou o adversário pressionar. Isto foi feito com muita inteligência, todavia, faltou aparecer o talento individual dos atletas para criar e definir chances de gol.
A péssima apresentação de Ronaldo preocupa um pouco a ponto de Souza entrar e segurar mais a bola na frente, e Dentinho veio do banco para arriscar uma jogada individual e foi feliz com um golaço.
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Independiente |
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Corinthians |
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| Passes certos |
354 |
Restrepo |
252 |
Jorge Henrique |
| Passes errados |
33 |
Restrepo |
35 |
Ronaldo |
| Lançamentos certos |
4 |
Restrepo |
12 |
Chicão |
| Lançamentos errados |
22 |
Restrepo |
27 |
Chicão |
| Cruzamentos certos |
3 |
Valencia |
3 |
Marcelo Mattos |
| Cruzamentos errados |
4 |
Arias |
7 |
Jorge Henrique |
| Finalizações certas |
6 |
Restrepo |
2 |
Roberto Carlos |
| Finalizações erradas |
6 |
Ortiz |
6 |
Roberto Carlos |
| Faltas cometidas |
9 |
Ortiz |
7 |
Ralf |
| Desarmes |
14 |
Anselmo |
47 |
Ralf |
| Interceptações |
77 |
Anselmo |
56 |
Chicão |
| Bolas perdidas |
41 |
Barahona |
18 |
Ronaldo |
| Posse de bola |
54% |
Valencia |
46% |
Roberto Carlos |
Pelos números do Scout Online, nota-se que o jogo teve muito passes para as duas equipes e pouquíssimas faltas, apenas 16. Outro detalhe foi Roberto Carlos, que apesar de Mano pedir seu apoio durante a partida inteira, mostrou boa participação na transição e na conclusão das jogadas, ainda que houvesse um jogador nas suas costas quase que pelo jogo inteiro.
Indendiente Medellín - equipe perde muitos gols e é castigada no final

Pela postura do Corinthians, o Independiente não conseguiu impor pressão sobre o adversário. Contudo, quando criou suas chances, perdeu gols incríveis e esbarrou também na ótima atuação de Felipe.
O treinador Leonel Alvarez escalou o time no 4-2-2-2 com Bobadilla no gol, Calle pela direita, Anselmo e Jiménez centralizados com Valencia (principal elo de transição pelo lado do campo da equipe) pela esquerda, formaram a linha defensiva. Restrepo (principal organizador, mas com pouco poder de marcação) e Ortiz como volantes, e Arias e Barahona nas meias, com Pardo aberto pela direita e Giménez centralizado no ataque. No entanto, sem a posse de bola, o time se fechava no 4-2-3-1, com Pardo e Arias congestionando o meio de campo.

Alvarez mexeu em sua equipe sem alterar o sistema de jogo, mas, com atletas mais rápidos, conseguiu explorar melhor as deficiências da defesa corintiana. Moreno entrou no lugar de Giménez e passou a revezar com Arias entre o ataque e a meia esquerda. Barahona deu lugar a Valoyes e Pardo saiu para a entrada de Rivas.
Corinthians - apesar de controlar o jogo e não sofrer pressão, a equipe permitiu muitas chances ao adversário
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Sem permitir ao adversário pressionar no campo de ataque, o Corinthians pecou por permitir muitas chances de gol. Se não fosse Felipe e o excesso de preciosismo de Pardo, o time de Parque São Jorge teria perdido o jogo com certa facilidade. Mas por que isso? Nota-se que o Independiente finalizou, inclusive no lance do gol (que estava impedido), e que Willian falha muito no posicionamento.
Mano armou o time no 4-2-3-1, mas perdeu muito ofensivamente com Ronaldo não segurando a bola no ataque e Danilo sem velocidade para ajudar o setor ofensivo. Além disso, Jorge Henrique permitiu ao lateral Valencia fazer a transição pela esquerda.
O goleiro Felipe teve Marcelo Mattos improvisado na direita, Chicão e Willian centralizados e Roberto Carlos pela esquerda, formando a linha defensiva. Ralf e Jucilei como volantes e Elias solto na armação da equipe. Danilo aberto na esquerda e Jorge Henrique fazendo a meia direita, completaram o meio de campo, com Ronaldo no ataque.

Pelo encaixe de marcação percebe-se que o lado esquerdo do Independiente teve liberdade para jogar, porque Jorge Henrique esteve preocupado em auxiliar Elias na marcação dos volantes, e acabou não fazendo bem nenhuma das funções. Além disso, o Corinthias teve nos apoios de Roberto Carlos seu melhor desafogo, mas a lentidão de Danilo no setor travava as jogadas e facilitava a marcação.
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Mano substituiu Danilo por Dentinho. O atacante foi mais vertical e passou a jogar pelo lado direito, segurando Valencia. Aos 28 minutos, Mano tirou Ronaldo para a entrada de Souza e o time melhorou, porque a bola ficou mais na frente. Quando a equipe estava melhorando, o Independiente fez seu gol e obrigou Mano a ir para cima.
Adiantando Dentinho e Jorge Henrique, o técnico corintiano substituiu Marcelo Mattos por Morais. Assim, Jucilei foi para a lateral direita e o time teve dois meias.

Pelo encaixe nota-se que o Corinthians impediu a saída os laterais colombianos, mas o jogo ficou bem aberto com as duas equipes em busca do gol. O time de Parque São Jorge conseguiu empatar e segurou esse resultado até o fim da partida.
Veja também o relatório do jogo produzido pela equipe do Scout Online.
Fontes:
Prancheta do Técnico - http://www.pranchetadotecnico.blogspot.com/
Scout Online - http://www.scoutonline.com.br/
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