A trajetória de Passo do Sobrado, pequena cidade do Rio Grande do Sul, até Teresópolis, QG da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro, não é tão longa assim. Para quem iniciou treinando um time de futebol principal em 1997, chegar já a 2010 no comando da seleção brasileira é reflexo de um trabalho repleto de competências, mas que contou também com a parceria do tempo.
Nada, entretanto, que diminua as qualidades do personagem que desenvolveu esse percurso. Pois Luiz Antônio Venker Menezes, o Mano Menezes, disse “sim” ao receber o convite do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e aceitou a direção do cargo mais cobiçado entre os profissionais que exercem a mesma função do gaúcho de 48 anos.
Após alguns questionamentos “importantes”, nas próprias palavras de Mano, os quais deveriam ser feitos para uma análise um pouco mais longa do projeto apresentado, o técnico colocou a razão que sempre tenta colocar em suas decisões para encaminhar uma opinião oficial. No último sábado, a confirmação. No dia seguinte, Mano dirigiu pela última vez o Corinthians, clube em que trabalhou nas duas temporadas anteriores.