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08/02/2012
Exames indicam que cabeceio à bola de futebol pode causar danos no cérebro
Testes científicos mostraram problemas semelhantes aos observados em pacientes com concussão
Equipe Universidade do Futebol

O cuidado com os choques de cabeça envolvendo atletas de futebol não devem ser limitados apenas aos goleiros. De acordo com levantamento publicado pela BBC, médicos alertam que o impacto da bola contra a cabeça, quando acontece com frequência, pode causar danos muito sérios.

Exames de 32 jogadores amadores sinalizaram avarias semelhantes às observadas em pacientes com concussão – amnésia retrógrada e pós-traumática.

Os pesquisadores ainda não sabem um número seguro para se cabecear a bola sem afetar o cérebro.

Em 2002, o jogador de futebol inglês Jeff Astle morreu após desenvolver problemas cognitivos. O legista determinou que a morte do atleta resultou de uma doença degenerativa no cérebro causada por impactos dos cabeceios.

As bolas usadas para jogar futebol atualmente, entretanto, são muito mais leves do que as usadas na década de 1960, quando Astle estava jogando, recordou o pesquisador Michael Lipton, do Montefiore Medical Center, o hospital universitário do Albert Einstein College of Medicine.

Os 32 voluntários que se submeteram a exames disseram quantas vezes eles se dirigiram à bola durante o treino de futebol. A pesquisa mostrou que os jogadores que cabeceavam a bola com mais frequência tinham sinais evidentes de lesão cerebral traumática leve.

De acordo com o levantamento, cinco regiões do cérebro foram danificadas, especificamente nas partes frontal do cérebro e posterior do crânio, onde processos como atenção, memória, funcionamento executivo e funções de ordem superior visuais acontecem.


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