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Entrevista
22/02/2013 00:00:00
Emily Lima, treinadora da seleção brasileira sub-17
"Acabam as Olimpíadas e ninguém mais fala de futebol feminino", diz
Guilherme Yoshida

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Quando conquistou os títulos dos Jogos Regionais e dos Jogos Abertos do Interior no mesmo ano, Emily Alves Lima não imaginava a ascensão que os seus únicos troféus como treinadora de futebol lhe proporcionariam na curta carreira.

Na semana passada, a técnica do Juventus foi convidada pela CBF para ser a comandante da seleção brasileira feminina da categoria sub-17 e se tornar a primeira mulher a assumir este cargo na equipe nacional.

"Atualmente, posso afirmar com garantia que existe 0,1% de preconceito em relação à época que eu era atleta. Antes, a gente ouvia, com frequência, os pais dizendo que não levavam as filhas para o futebol porque era um esporte masculino. Hoje em dia, os pais têm esperança que a filha se torne uma jogadora de futebol", afirma Emily, em entrevista exclusiva à Universidade do Futebol.

Apesar de atuar como treinadora de futebol há apenas dois anos, a ex-volante de clubes como Saad e São Paulo afirma estar preparada para o exercício da função. Após a aposentadoria devido a uma lesão no joelho, em 2009, Emily Lima buscou se qualificar por meio de cursos e orientações de ex-treinadores.

Tal busca por conhecimentos é exigida pelas dificuldades que virão pela frente. Atuar na formação e na detecção de jovens com potencial para se tornarem atletas profissionais não é uma das tarefas mais fáceis no futebol brasileiro. Ainda mais na modalidade feminina.

"A gente está com bastante dificuldade de formar um departamento de formação e detecção de jovens para a categoria sub-17. Justamente porque não há categorias de base em faixas etárias anteriores. Não há, por exemplo, uma categoria sub-15 na seleção brasileira. Então, o nosso foco agora nos primeiros dias de trabalho é estabelecer um projeto de integração entre o sub-17, o sub-20 e as meninas do profissional. Acredito que somente desta maneira vamos conseguir criar uma linha de trabalho para as equipes nacionais. Pretendemos implantar o mesmo modelo de jogo, mesmos métodos de trabalho em todas as categorias, para que a atleta chegue ao time principal formada adequadamente", diz.

Estudiosa de tática declarada, Emily Lima aponta que atualmente o futebol feminino no Brasil já conta com profissionais mais capacitados do que antigamente, apesar de confirmar que ainda existam clubes com caráter muito amador na gestão da modalidade.

"Desde a época que fui atleta, o esporte evoluiu muito aqui no país. Mas, sempre acontece a mesma coisa: acabam os períodos de Mundial e Olimpíadas e ninguém mais fala de futebol feminino. É preciso que isso mude. O futebol feminino precisa ficar em evidência o ano inteiro e não somente na época de competições internacionais", analisa.

No próximo dia 27 de fevereiro, Emily convocará 23 jogadoras que treinarão na Granja Comary, em Teresópolis, de 18 a 31 de março. Antes, porém, a treinadora ainda falou sobre a necessidade de se criar uma categoria de base atuante na CBF e como atletas como Marta e Cristiane ajudaram na evolução do esporte. Confira:

Universidade do Futebol – Qual é a sua formação acadêmica e como se deu seu ingresso no ambiente do futebol?

Emily Lima – Eu joguei dos 13 anos aos 29 anos e me aposentei em dezembro de 2009 devido a uma lesão no joelho. Joguei em clubes como o Saad, até 1997, São Paulo, até 2000, e depois no Teresópolis e Veranópolis antes de atuar em clubes da Espanha entre 2003 e 2008. Neste período, me naturalizei portuguesa para jogar pela seleção de Portugal, que defendi em um classificatório europeu e na Algarve Cup.

Antes de parar, ainda joguei um ano na Itália. E, em paralelo à minha carreira de atleta profissional, eu já estudava futebol. Sempre me interessei por tática e pelos comportamentos que as equipes tinham em campo. Em 2010, acabei me tornando supervisora de futebol e auxiliar técnica na Portuguesa. No ano seguinte, fui para o Juventus, clube no qual trabalho até os dias atuais.

 

Não sou formada em Educação Física, mas sempre busquei me aprimorar por meio dos cursos, diz Emily Lima

 

Universidade do Futebol – Como se deu a sua transição de jogadora para a área do treinamento?

Emily Lima – A transição foi bem natural. Por causa das inúmeras lesões que tive no final da carreira, eu já colocava na minha cabeça que continuaria no futebol de alguma maneira. Por que a minha vida inteira foi no futebol. Assim, logo que me aposentei dos gramados, eu tinha a intenção de atuar na área de gestão esportiva. Mas, meu irmão, que é jornalista esportivo, sempre me incentivou a ser treinadora e dizia que eu tinha muita aptidão para trabalhar como técnica. Acabei ouvindo ele.

Desde então, fui atrás de conhecimentos para exercer a profissão. Não sou formada em Educação Física, mas busquei me aprimorar por meio dos cursos que fiz no Rio de Janeiro, no Footecon, do sindicato [Sitrefesp, Sindicato dos Treinadores de Futebol do Estado de São Paulo], e, inclusive, participei de um curso da Universidade do Futebol sobre jogos reduzidos [Jogos Reduzidos e Adaptados no Futebol].

 

Há dois anos como treinadora de futebol, Emily citou que suas referências foram técnicos como Zé Duarte, Edson Machado, a portuguesa Mônica Jorge, e até René Simões

 

Universidade do Futebol – Interessante. E qual a sua avaliação do curso? Como lidou com uma plataforma online integrada a uma abordagem prática?

Emily Lima – Foi perfeito. Gostei demais. Aprendi bastante, principalmente, com as instruções do técnico Rodrigo Leitão. As aulas são bem didáticas e acabei indo muito bem no curso também, obtendo boas notas na parte de conclusão. Penso que quando você está interessado, você sempre aprende.

Agora, pretendo continuar estudando, talvez fazer uma faculdade de Educação Física. No entanto, eu gosto tanto de tática que acabo optando por realizar cursos que tenham esta abordagem. Também pretendo fazer aquele curso de treinadores da Uefa em Portugal, onde já tenho alguns contatos.

Além disso, sempre gostei de ler muitos livros de futebol. Tive bons treinadores na minha vida profissional, que contribuíram para os meus conhecimentos também. Nomes como Zé Duarte, Edson Machado, a portuguesa Mônica Jorge, e até René Simões, com quem cheguei a acompanhar seus trabalhos durante uma semana, foram muito importantes para mim.

 




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Universidade do Futebol – Qual a avaliação que você faz do desenvolvimento da modalidade, desde quando foi montada a primeira equipe feminina até hoje?

Emily Lima – Eu vivenciei uma época ruim do futebol feminino, mas ao mesmo tempo teve bons períodos. A modalidade sempre alternou entre altos e baixos. Acredito que, atualmente, estamos caminhando em passos curtos ainda, porém, mais firmes do que antigamente.

Desde a época que fui atleta, a modalidade evoluiu muito aqui no Brasil. Mas sempre acontece a mesma coisa: acabam os períodos de Mundial e Olimpíadas e ninguém mais fala de futebol feminino. É preciso que isso mude. O futebol feminino precisa ficar em evidência o ano inteiro e não somente na época de competições internacionais.

 

Meus coletivos são sempre contra os meninos. Com isso, as tomadas de decisão, a velocidade de raciocínio, o comportamento em geral, melhoram muito nas minhas atletas, diz a técnica do Juventus

 

Universidade do Futebol – Por falar em Olimpíadas, qual a importância deste evento para o futebol feminino no Brasil?

Emily Lima – Para 2016, por exemplo, nos Jogos do Rio de Janeiro, acredito que vamos ver um salto muito grande no nosso esporte. A própria CBF está começando um trabalho de investimento e de planejamento desde as categorias de base até o profissional no futebol feminino. Porque são nas Olimpíadas que estão as melhores atletas.

Agora, historicamente falando, não sei ao certo apontar o peso deste evento para o esporte no nosso país. Porque a seleção brasileira, por exemplo, conquistou a medalha de prata e não adiantou muito, aconteceram poucas mudanças desde então.

Penso que, se conseguirmos a medalha de ouro em 2016, vamos ter a certeza se um resultado na Olimpíada vai mudar alguma coisa ou não. Pois se não acontecer nada, não vai ter o que fazer. Eu vi muitas outras modalidades que trouxeram a medalha de ouro e, mesmo assim, não conseguiram incentivos ou alguma melhora na estrutura. Assim fica difícil.

No período das Olimpíadas, o futebol feminino aparece em todos os lugares. Mas, quando os jogos se encerram, acaba tudo. A visibilidade é efêmera. Porém, quem trabalha no futebol feminino, acredita na modalidade.

 

Emily aponta que o futebol feminino precisa ficar em evidência o ano inteiro e não somente na época de competições internacionais, como as Olimpíadas

 

Universidade do Futebol – No Brasil, são poucas as linhas de pesquisa científica para identificação de talentos esportivos no próprio futebol masculino. De que maneira você trabalhará em seu departamento de formação a detecção de jovens com potencial para se tornarem atletas profissionais?

Emily Lima – Agora para a equipe da seleção brasileira, a gente está com bastante dificuldade de formar um departamento de formação e detecção de jovens para a categoria sub-17. Justamente porque não há categorias de base em faixas etárias anteriores. Não há, por exemplo, uma categoria sub-15 na seleção brasileira. Então, o nosso foco agora nos primeiros dias de trabalho é estabelecer um projeto de integração entre o sub-17, o sub-20 e as meninas do profissional.

Acredito que somente desta maneira vamos conseguir criar uma linha de trabalho para as equipes nacionais. Pretendemos implantar o mesmo modelo de jogo, mesmos métodos de trabalho em todas as categorias, para que a atleta chegue ao time principal formada adequadamente.

Porém, há muita coisa que ainda está em fase embrionária, de conversa, e que ainda não foi definido. Precisamos pensar em um estilo e então procurar meninas que atendam este estilo.

Universidade do Futebol – Em se considerando os aspectos anatômico-fisiológicos característicos da mulher em comparação ao homem (menor estatura média, maturação mais rápida do esqueleto, ossatura mais fina, maior percentual de gordura corporal, diferenças do metabolismo, menor massa muscular, etc.), quais padrões de planejamento técnico, tático, físico e psicológico devem ser traçados para respeitar essas peculiaridades?

Emily Lima – Eu pretendo trabalhar na seleção brasileira com o mesmo tipo de planejamento que faço no Juventus. Em relação aos padrões, por exemplo, eu não mudo nada nos treinamentos técnicos e táticos em relação ao que é feito para a modalidade masculina. Faço apenas algumas pequenas mudanças nos treinamentos de força máxima, mas é muito pouco. O planejamento é focado mais em treinos táticos e técnicos.

Agora, em relação a esta transição da parte física da adolescência para a fase adulta, vamos ter o apoio de fisiologistas e médicos da CBF. Porém, ainda vamos nos reunir com eles para definir todo o planejamento para a equipe brasileira, já que a nossa apresentação está marcada para o próximo dia 18 de março.

Contudo, já tenho algumas ideias para introduzir nesta nova jornada. No Juventus, eu e minha comissão técnica fizemos um trabalho sobre a TPM (tensão pré-menstrual), no qual detectamos em algumas atletas uma diferença de força e resistência quando estão neste período. Houve queda destas valências em alguns casos e foi muito interessante detectar isso. Até fiquei surpresa, pois quando eu era atleta nem imaginava que isso influenciava na performance. Vamos nos aprofundar neste assunto e quero impor este trabalho na seleção brasileira.

 

A imagem de atletas como Marta e Cristiane ajudou muito no processo de evolução do futebol feminino no Brasil, avalia Emily

 

Universidade do Futebol – É possível se falar em uma "escola brasileira de futebol feminino", ou esse modelo específico de jogo nacional entre as mulheres está retomando seus passos iniciais?

Emily Lima – É difícil ainda falar em escola brasileira de futebol feminino. Ainda estamos muito atrasados nesta abordagem. Um bom exemplo que temos no Brasil é o Centro Olímpico [clube de São Paulo]. Lá, eles estão fazendo um trabalho muito bacana desde a categoria sub-13 até o principal. Tenho acompanhado este trabalho e, com certeza, é um exemplo a ser seguido.

Mas, este modelo precisa estar em todos os clubes e não somente de forma isolada. Ainda estamos muito longe de se obter um estilo próprio de jogo no feminino. Em relação aos Estados Unidos, por exemplo, ainda estamos engatinhando.

Universidade do Futebol – O futebol feminino ainda encontra dificuldades para expandir-se e atingir a grande mídia. Você acredita que a falta de planejamento e estrutura das equipes faz com que as atletas não tenham um bom preparo físico, e com isso não tenham um bom rendimento, dificultando ainda mais a ascensão do esporte? Como evoluir diante desse cenário?

Emily Lima – Sim, com certeza. A falta de planejamento e estrutura das equipes faz com que as jogadoras não tenham um bom rendimento e isso afeta o espetáculo. Mas, se você for pensar, antigamente, há 15 anos mais ou menos, este cenário era bem pior que os dias atuais.

Hoje em dia, temos bons profissionais atuando na área de treinamento do futebol feminino. Pessoas capacitadas que conhecem e são especialistas nesta modalidade. Isso você não via antes. Acredito que nós evoluímos bastante neste aspecto. Até arrisco dizer que foi a área que mais evoluiu dentro do futebol feminino. Mas, é claro, ainda existem clubes que não têm planejamento.

No Juventus, por exemplo, todos os profissionais da comissão técnica são registrados em carteira, temos materiais à disposição todos os dias. Mas, este cenário não é uma realidade no país. Ainda tem muito clube com caráter amador.

 

Atualmente, posso afirmar com garantia que existe 0,1% de preconceito em relação à época que eu era atleta, assegura a treinadora

 

Universidade do Futebol – A ação motora desportiva feminina possui outro tempo de execução e outra performance, quando comparada com a masculina. De que maneira se realiza o processo de explicitação e conscientização da equipe para este fato?

Emily Lima – Há uma mudança bastante grande entre o masculino e o feminino. Juntamente com o preparador físico Alexander Dickinson [que também fará parte da comissão técnica da seleção], procuro trabalhar com as meninas sempre muito próximas do cenário masculino.

Meus coletivos, por exemplo, são sempre contra os meninos. Com isso, as tomadas de decisão, a velocidade de raciocínio, o comportamento em geral, melhoram muito nas minhas atletas. É impressionante. Assim, consigo obter vantagens em relação às outras equipes femininas, que atuam somente entre mulheres. Até a minha goleira faz trabalhos voltados para o masculino, respeitando, obviamente, a duração do tempo e a quantidade de carga, que são menores.

No jogo de futebol feminino, o tempo de pensar é maior, o próprio jogo é diferente. Então, busco esta aproximação com o masculino, para gerar este ganho. As jogadoras, quando enfrentam os meninos, sabem que precisam pensar mais rápido, sabem que não podem conduzir a bola porque a marcação chega logo. E este comportamento acaba sendo transportado para as partidas contra as equipes femininas.

Universidade do Futebol – É possível pensar efetivamente em rendimento técnico desportivo para a mulher no futebol, levando em conta suas especificidades fisiológicas, psicológicas, sociais e culturais?

Emily Lima – Sim, acredito que sim. Não há tanta diferença assim. Muitas vezes, é só o sexo mesmo. Eu nunca trabalhei com a modalidade masculina, mas eu e o preparador físico Alexander Dickinson sempre debatemos sobre qual caminho a ser seguido, como conduzir os treinamentos.

Além disso, quando sentimos uma necessidade, encaminhamos as atletas a psicólogos. Então, apesar das diferenças, acredito que, assim como no masculino, é possível pensar na mulher com rendimento técnico desportivo no futebol.

 

Para Emily, só será possível formar novas Martas e Cristianes se houver uma iniciativa nas categorias de base do futebol brasileiro

 

Universidade do Futebol – Você sente as mesmas dificuldades e preconceitos agora como treinadora iguais ao que era quando atuava como atleta profissional?

Emily Lima – Não, não sinto não. Mudou bastante. Atualmente, posso afirmar com garantia que existe 0,1% de preconceito em relação à época que eu era atleta. Antes, a gente ouvia, com frequência, os pais dizendo que não levavam as filhas para o futebol porque era um esporte masculino. Hoje em dia, os pais têm esperança que a filha se torne uma jogadora de futebol. Acompanham as meninas nos treinamentos, compram uniformes, incentivam de uma forma geral.

A imagem da Marta ajudou muito neste processo. Minha filha vê jogo da seleção brasileira por causa da Cristiane. Então, isso já mudou muito no Brasil.

Universidade do Futebol – Você vê muita diferença na relação humana entre homens e mulheres no futebol?

Emily Lima – Então, ainda não tive oportunidade de trabalhar em equipes masculinas, mas trabalho com homens na comissão técnica e sempre me dei muito bem com eles. Houve sempre este respeito. É claro que, no futebol feminino, sempre vai haver esse preconceito por eu ser mulher. Mas, com o tempo, vai passar.

Como treinadora, eu ainda não tive a experiência de treinar jogadores homens para poder falar sobre esta relação. Porém, sempre ouvi uma diferença que tenho procurado prestar atenção: que a atleta mulher é mais dedicada que o jovem jogador. No futebol brasileiro, a menina não tem a sua disposição categorias de base, então sempre sentimos, nos treinamentos e de uma maneira geral, uma vontade nelas de querer aprender as coisas que geralmente não temos o costume de ver no universo masculino. Um menino com 17 anos já acha que sabe tudo, tem empresário, enfim. A menina não. Então, ela quer aprender tudo. Isso também pode influenciar nesta relação entre homens e mulheres.

Universidade do Futebol – Como formar novas Martas e Cristianes?

Emily Lima – Acredito que só será possível isso se criarmos uma iniciativa nas categorias de base do futebol brasileiro. E, no nosso país, isso tem de começar do zero. A gente precisa saber formar atleta, desde a iniciação até a etapa profissional.

Estas novas comissões técnicas da CBF, que o técnico Márcio de Oliveira formou no sub-20 e no sub-17, são o primeiro passo neste longo caminho. E, este trabalho só terá sequência se forem destinados muitos esforços no processo de formação de novas jogadoras. Somente assim surgirão novos talentos como elas.

 

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Tags: categorias de base , sub-17 , seleção brasileira , Futebol feminino , mulheres , formação , detecção , Jovens , olimpíadas , emily lima , técnica , treinadora ,

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