Roberto Gomide, diretor da World Sports – Gramados Esportivos
O Brasil precisa prestar atenção especial aos gramados. Afinal, eles são o palco dos campeonatos
Marcelo Iglesias
Após o anúncio do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, gestores e empresários iniciaram os planejamentos para deixarem as cidades-sede do evento aptas para receberem seleções e turistas do mundo inteiro. Muitos foram os projetos apresentados para a construção e reformas de arenas, além do que se pretende para melhorar a infraestrutura das 12 cidades-sede do evento e dos municípios vizinhos a elas.
Porém, até o momento, pouco se discutiu sobre a condição dos gramados brasileiros e os investimentos que eles receberão, visando o principal torneio entre seleções. Obviamente, é interessante garantir melhorias no que diz respeito ao transporte público, investir em projetos sociais, no combate à violência, entre outras áreas que carecem de atenção, mas é essencial que se tenha em mente que o campo é que será o palco do evento. Portanto, ele deverá estar em condições minimamente apresentáveis para garantir o sucesso da Copa do Mundo no Brasil.
“A partir do momento que o presidente do clube, o profissional que gere a entidade, saiba que é essencial ter-se um gramado em boas condições, hoje, há empresas para realizarem esse tipo de serviço no Brasil. É incoerente ter no elenco um jogador que custa R$50 milhões e não se gastar R$5 mil para preparar um campo de qualidade”, comentou Roberto Gomide, diretor da World Sports – Gramados Esportivos, em entrevista exclusiva à Universidade do Futebol.