Notícias
09/03/2010
Ausência de recursos freiam início das obras no Beira-Rio
Provável palco da sede gaúcha para a Copa-14, estádio do Inter empaca também por conta de burocracias locais
Equipe Universidade do Futebol

O primeiro dia do mês de março era o pontapé inicial delineado pela Fifa para as obras referentes aos palcos das partidas da Copa do Mundo de 2014. Assim como a maioria das sedes, em Porto Alegre os trabalhos não começaram. E algumas justificativas foram expostas pela direção do Internacional, proprietário do estádio Beira-Rio.

Falta de dinheiro, demora na aprovação dos projetos de lei que isentarão as obras de impostos e o fato de a prefeitura local ainda não ter aprovado o projeto do novo estádio colorado são os três fatores que paralisam a remodelação.

O Inter garante que as obras devem começar ainda este ano e mantém certo tom de tranquilidade, mas a entidade máxima do futebol já pressiona o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., e o Comitê Executivo do Mundial em relação ao processo tardio de construções.

Para obter verba, a agremiação deverá vender o antigo estádio dos Eucaliptos. De acordo com o vice-presidente do Inter, Pedro Afatato, a negociação renderá algo em torno de R$ 20 milhões - a transação, porém, esbarra em uma séria de pendências judiciais.

No próximo dia 26, em uma reunião em Rondônia, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) deve conceder a isenção de impostos ao Inter e às outras 11 sedes da Copa 2014. O segundo problema, então, deverá estar sanado.

O projeto do Beira-Rio, sem contar o entorno, custará cerca de R$ 130 milhões. Os dirigentes colorados admitem que o estádio não deve ter toda a cobertura pronta até a Copa.

Leia mais:
Em documento, Fifa cobra COL da Copa-2014; CBF irá 'expor problemas'


Publicidade