Que os empresários locais sejam mais modestos e não queiram angariar o lucro anual em um período de aproximadamente 30 dias com a presença de turistas de todas as partes do mundo: esse é o pedido do governo da África do Sul, sede da Copa do Mundo, com o intuito de combater a majoração de alguns setores.
O cuidado se apega, especialmente, ao sistema hoteleiro, que prevê uma alta nos preços. Isso poderia prejudicar a imagem do país.
"Devemos fazer os empresários mudar de ideia, já que eles têm o potencial de afugentar muitos amantes do futebol de assistir ao torneio e isto poderia ter um impacto negativo no turismo do país para o futuro", comentou o porta-voz do Governo, Themba Maseko.
Grande parte da população vê o Mundial como uma chance de aumentar sua arrecadação, fato que levou muitos proprietários de imóveis a rescindir unilateralmente contratos anuais com seus inquilinos com a esperança de obter em um mês o que levaria num ano.
O governo expressou grande preocupação com esta excessiva alta nos preços, que qualificou de "errada" em uma nota oficial.
Um estudo foi encomendado pelo departamento de Turismo para determinar exatamente como estarão os preços para o período do megaevento esportivo. Os resultados serão divulgados em breve.
De acordo com Maseko, os dados identificarão o grau do problema, passando uma série de recomendações sobre possíveis medidas a serem feitas para melhorar a situação.