A segunda assembleia-geral da Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL), realizada na cidade suíça de Nyon, reforçou o apoio do órgão à iniciativa de "fair play" financeiro por parte da Uefa. Além disso, foi adotada uma resolução sobre limites no número de jogadores por elenco dos clubes do Velho Continente.
O Conselho Estratégico para o Futebol Profissional (PFSC), que contempla também a EPFL, discute e procura soluções para assuntos vitais do futebol europeu. Quatro representantes da EPFL têm assento no PFSC, juntamente com quatro vice-presidentes da UEFA, representantes da Associação dos Clubes Europeus (ECA) e da divisão europeia da associação internacional de jogadores, FIFPro.
"Houve uma discussão muito boa sobre 'fair play' financeiro e a Uefa deu uma excelente explicação sobre como as coisas estão a decorrer", disse o presidente da EPFL, David Richards.
"Tem havido uma cooperação fantástica entre as Ligas e a Uefa para levar o 'fair play' [financeiro] ao nível que já atingiu. Estamos muito satisfeitos com o progresso que tem sido feito e ansiosos pela fase seguinte", completou.
Lançado pela entidade presidida por Michel Platini, o conceito visa, entre outras coisas, dar racionalidade às atividades financeiras dos clubes - sustentando que os mesmos não gastarão mais do que ganham, passando a equilibrar as suas contas, a resolver diferendos e debilidades em tempo útil, investir a longo prazo no futebol de formação e em infraestruturas e operar dentro das suas posses no que toca a valores de transferências e vencimentos de jogadores.
Um dos principais objetivos é o de preservar a viabilidade do futebol europeu em longo prazo.
"O futebol uniu-se para tentar fazer alguma coisa sobre o futuro deste desporto. A iniciativa partiu da Uefa, e as Ligas abraçaram esta ideia", ratificou Richards.
Até a temporada 2012/13, a resolução sobre o limite do número de jogadores por gripos profissionais para competições nacionais deverá ser implementado: é determinado que cada time tenha, no máximo, 25 jogadores inscritos em qualquer período do ano, valendo também para torneios europeus.
Além dos 25 jogadores inscritos, seria permitido um número ilimitado de futebolistas sub-21."Trata-se de um primeiro passo para a implementação de um limite no tamanho dos plantéis das equipas europeias", explicou Emanuel Medeiros.
"É importante assegurar o equilíbrio ao nível desportivo e garantir a essa estabilidade financeira, a evolução de jovens jogadores e também que os jogadores formados nos clubes sejam devidamente acompanhados e encorajados. Esta regra também é uma componente importante do conceito do 'fair play' financeiro da Uefa", completou o director-executivo da EPFL, ainda em entrevista ao site oficial da entidade.