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19/03/2010
Ferj e clubes irão propor Termo de Ajuste de Conduta para sanar impasse com a BWA
O problema começou no último domingo, quando apenas 15 das 103 catracas eletrônicas disponíveis funcionaram para o acesso dos torcedores de Vasco e Flamengo
Equipe Universidade do Futebol

Na tarde da última quinta-feira, representantes da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), do Fluminense e do Vasco reuniram-se para tentar encontrar uma solução para i impasse com a BWA, empresa responsável pela emissão, distribuição, venda de ingressos e operação do controle de acesso ao Maracanã. O Flamengo não enviou representantes.

No encontro, os presentes estabeleceram que será proposto à BWA um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Por meio dele, a empresa se comprometeria a atender às exigências dos clubes e da federação.

Rubens Lopes, presidente da Ferj, afirmou que irá procurar o Ministério Público para solicitar que o TAC seja acompanhado de perto pela entidade. No entanto, todas as requisições ainda estão em fase de análise pela Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer do Estado do Rio de Janeiro.

A medida que já foi tomada pela federação carioca foi a mudança das partidas de Fluminense e Vasco (ambas pela Copa do Brasil de 2010), e do Flamengo (pela Libertadores de 2010), para o estádio do Engenhão.

O presidente da Ferj espera que tudo seja resolvido até a próxima segunda-feira. Segundo Rubens Lopes, este é o tempo limite para que o clássico entre Fluminense e Vasco, pela Taça Rio, segundo turno do Estadual, seja disputado no Maracanã. Uma nova reunião está marcada para a tarde desta sexta-feira.

"Se a BWA aceitar o TAC, vamos ver se a Márcia Lins (secretária de Turismo, Esporte e Lazer) libera o Maracanã para ter jogos até o fim do Estadual. Os clubes e torcedores estão sendo prejudicados. Vamos propor ao Ministério Público que acompanhe tudo de perto e que ela (BWA) seja punida de forma rigorosa, caso não cumpra. Se os problemas não forem solucionados, o Maracanã seguirá sem ser utilizado", disse Rubens Lopes.

A proibição de partidas no Maracanã aconteceu após a confusão do último domingo, no clássico entre Flamengo e Vasco, quando apenas 15 das 103 catracas eletrônicas utilizadas pela BWA funcionaram. Isso dificultou o acesso dos torcedores ao interior do estádio.

Em nota oficial assinada por Mauricio Assumpção, presidente botafoguense, o clube informou que não compareceu à reunião pois nela tratou-se de problemas de bilheteria ocorridos no Maracanã, e o Botafogo não possui parceria com a empresa que opera a venda de ingressos no estádio.


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