São Paulo cria estatal visando o desenvolvimento do turismo e ações voltadas à Copa de 2014
A nova empresa será a responsável por escolher quais serão os locais que receberão as delegações das seleções estrangeiras durante o Mundial no Brasil
Equipe Universidade do Futebol
Na última quinta-feira, o governador de São Paulo, José Serra, lançou uma nova empresa estatal, pensando naquilo que será solicitado para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. É a Empresa Paulista de Turismo e Evento (TUR).
O empreendimento, que terá orçamento de R$ 5 milhões para 2010 e quarenta funcionários, está ligada diretamente à Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo e será responsável pela coordenação das ações estratégicas do setor entre as cidades.
O lançamento foi marcado por críticas de Serra ao desenvolvimento do turismo no Brasil e ao déficit do setor. "Os números de turistas no Brasil hoje é igual ao de 2000. O turismo no Brasil não cresceu", lamentou o governador.
Serra também criticou a infraestrutura dos aeroportos de Cumbica e de Viracopos. "Temos o projeto para fazer o trem para Cumbica e isso não anda porque não temos garantia do terminal três pelo Governo Federal. Não temos essa segurança e isso prejudica a parceria entre o setor público e o privado", comentou.
Uma das funções da empresa criada pelo governo de São Paulo será escolher quais serão os locais que receberão as delegações das seleções estrangeiras. Para isso, o governo estadual apresentou um relatório intitulado "Cidade Base - O potencial dos municípios de São Paulo para a Copa do Mundo Fifa 2014". "Espero que a empresa seja um modelo para todo o país no desenvolvimento de ações estratégicas", disse Luciane Leite, diretora da nova empresa.
Outra incumbência da TUR será desenvolver o turismo em São Paulo. Apesar de a formulação de políticas públicas para o setor continuar sob a responsabilidade da Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo, a operacionalização dos planos de fomento ao turismo ficará a cargo da nova empresa.
A justificativa para a criação de uma nova empresa, segundo o governo, deve-se ao fato de que, apesar de responder por 47% da entrada de estrangeiros no país em 2009, 29% do fluxo turístico doméstico e ter cinco entre os trinta principais destinos mais visitados do Brasil (São Paulo, Santos, Caraguatatuba, Ubatuba e Praia Grande), São Paulo ainda perde para outros estados quando o assunto é tempo no lugar visitado. Com menos dias de estadia, há também menos receita.
"O turismo é um instrumento poderoso para ajudar o desenvolvimento local. O setor é responsável no estado de São Paulo por 43% do faturamento nacional", contou Caio Luiz de Carvalho, diretor da SPTuris, em defesa da criação de uma entidade capaz de impulsionar o setor.