entrar  Esqueceu a senha?   ou 
Cadastre-se gratuitamente e tenha acesso ao conteúdo
 
Notícia
06/04/2009 17:32:50
Quem é José Mourinho
A trajetória de sucesso de um dos principais treinadores de futebol do mundo
Equipe Universidade do Futebol

Adicionar aos favoritos
Adicionar aos favoritos
Filho de um ex-goleiro, José Mário dos Santos Mourinho Félix sempre se viu dentro do futebol. A pretensão inicial, de fato, era desenvolver a carreira a partir do campo, tal qual Félix Mourinho, o pai, que fez história no Vitória de Setúbal. Tentativas mal sucedidas em clubes menores, porém, inviabilizaram o prosseguimento de tal ideia. Do lado de lá das quatro linhas, é verdade.
 
Porque fora, sentado no banco de reservas, seja como assistente, tradutor, ou efetivamente como treinador, José Mourinho já escreveu seu nome na história do esporte mais popular do mundo.
 
Desde muito cedo, a habilidade inata para organizar e preparar os relatórios e os dossiês das equipes comandadas por Félix era explícita, em um acompanhamento do processo de estudos, na faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física - um curso concluído com boas notas, que o credenciaram como professor em uma das escolas secundárias de Setúbal.
 
No início da década de 1990, Mourinho dá os primeiros passos efetivos em agremiações. Esteve no Estrela da Amadora e no Vitória de seu pai, antes de ser contratado para trabalhar com Bobby Robson, no Sporting, de Lisboa. Ali, como "tradutor", que se tornou praticamente uma extensão referencial em seu nome, angariou experiência e, principalmente, credibilidade junto ao experiente treinador inglês: logo, tornar-se-ia um influente assistente técnico.
 
Braço direito de Robson por todo o período em que o estrangeiro permaneceu em terras lusitanas, Mourinho acompanha-o ainda no Porto e, mais tarde, em sua primeira experiência internacional - o Barcelona, da Espanha.
 
Ao aprimorar os conhecimentos sobre o futebol espanhol, desfaz a parceria com Robson no momento em que o inglês ruma para o PSV, da Holanda. Mourinho fica, e passa a fazer parte do staff do holandês Louis Van Gaal, selecionado pela direção catalã.
 
Com um papel bastante ativo nos treinamentos e na preparação para os duelos oficiais, o português vai acumulando uma série de valências para a consolidação de seu ambicioso projeto: assumir uma equipe principal, no cargo de treinador, algo que chegaria com a virada do milênio.
 
No ano de 2000, é escolhido pelo Benfica para substituir Jupp Heynckes, demitido após revés na 4ª rodada do Campeonato Português. Ganha a simpatia da crítica e, especialmente, da torcida, após triunfar diante do rival Sporting, por 3 a 0.  
 
Mas uma mudança de rota na esfera administrativa do clube benfiquense - o presidente João Vale e Azevedo perde a eleição para Manuel Vilarinho - mina a continuidade de Mourinho, que sai após 9 jogos. O novo mandatário já tinha em mãos o nome de um novo treinador, e o próprio Mourinho tinha ciência de que estava a "prazo" no Benfica.
 
Na própria temporada, assume o comando do União de Leiria, onde se manteve até o primeiro mês do ano de 2002. Nesse período, é escolhido para substituir Octávio Machado no comando técnico do Porto. E aí a história ganha contornos mais relevantes e consolidados.
 
Fecha o ano em terceiro lugar no Nacional, obtendo um total de 11 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas. "Na próxima temporada, seremos campeões", sacramentou Mourinho, com uma determinação e um estilo nas palavras que sempre o acompanharam.
 
Com ele, o Porto cresce. Tanto local, quanto continental e internacionalmente. Em dois anos, duas conquistas europeias, além do bicampeonato da Superliga.
 
A promessa de êxito no Portugês-03, claro, foi cumprida: foram 27 vitórias, cinco empates e os mesmos singelos dois tropeços, reluzidos ainda pela vitória da Taça de Portugal e da Copa da Uefa, o segundo torneio interclubes mais importante do Velho Continente.
 
O Porto firma-se no ano seguinte com mais uma conquista da Superliga, agora com expressivos oito pontos de vantagem em relação ao segundo colocado. Perde a final da Taça de Portugal, é verdade, diante do rival Benfica. Mas tudo dentro de um plano estratégico: duas semanas mais tarde, uma das maiores consagrações da história dos Dragões. Título da Liga dos Campeões da Europa após 17 anos da vitória sobre o Bayern de Munique, pondo fim a uma sequência viciada de conquistas de espanhois, italianos, alemães e ingleses na competição.
 
Não seria surpresa a valorização do comandante daquele projeto técnico. A cobiça de diversos clubes, entre eles o Chelsea, emergente pelo capital russo, atraiu Mourinho, que rompeu com a direção do Porto e se transferiu para Stamford Bridge.
 
Na temporada 2004/2005, torna-se um dos treinadores mais bem pagos do mundo, abocanhando cerca de cinco milhões de libras - o equivalente, à época, a 12 milhões de euros por ano.
 
No fim do primeiro ano, era líder da badalada Premier League. E, em 27 de fevereiro de 2005, vence a Taça da Liga e conquista o seu primeiro troféu, como treinador, fora de Portugal. Dois meses mais tarde, o principal trofeu nacional, findando, também, um jejum de 50 anos de glórias do clube londrino na competição.
 
A ausência de resultados melhores nas fases agudas da Champions League, grande sonho de Roman Abramovich, dono do Chelsea, junto a alguns atritos entre cúpula e setor técnico, condicionaram a saída, em acordo amigável, é verdade, do português - foram duas quedas nas semifinais, ambas diante do Liverpool.
 
"Devia ter saído do Chelsea logo em julho e não ter esperado até setembro, trabalhando três meses em condições muito difíceis. Tive uma oferta de um clube grande que me queria a todo o custo. Posso dizer que comprometi um pouco a carreira quando fiquei lá. Tomei a decisão errada", admitiu Mourinho, revelando ter sido esse o maior erro em sua trajetória profissional.
 
Com o hiato para a temporada seguinte, surge o convite da Inter de Milão, tricampeã italiana, que demitira Roberto Mancini. Com um contrato de três anos, Mourinho não tardou para implementar sua filosofia em Appiano Gentile. Concomitante aos primeiros meses, a manutenção da hegemonia local.
 
O clube neroazzurro é ponteiro na tabela do Calcio, com vantagem segura em relação a Juventus e Milan. A lamentar, mesmo, o abandono precoce da Liga dos Campeões: derrota para o atual campeão Manchester United, dentro do Old Trafford, logo nas oitavas-de-final. Nada que abele a confiança do mister e, agora, doutor.

Leia mais:
Tags: José Mourinho , profissao , treinador
0 Comentário
Comentar
Não há comentários cadastrados.

UNIVERSIDADE NO FACEBOOK

©2013 Universidade do Futebol